Dicas

Os 5 melhores queijos franceses produzidos no Vale do Loire

Saiba mais sobre os principais queijos de cabra do Vale do Loire e o que os torna tão deliciosos.

França é também sinônimo de queijo, mas se engana quem pensa que todos os queijos franceses são mofados, fedidos e têm gosto forte. Na verdade, há entre 350 e 450 queijos tradicionais produzidos no país, divididos em oito categorias. 56 deles são ainda regulados pela lei nacional, de tão importantes que são para a culinária local.

Estes queijos franceses são sempre feitos por produtores locais a partir de leite fresco, o que garante a alta qualidade de renome internacional. Por isso, ao viajar pela França, não torça o nariz para aquele Roquefort que te ofereceram. É importante experimentar novos sabores e texturas, e aprender a combiná-las com os melhores vinhos. Aí você verá o porquê dos franceses amarem tanto esse queijos!

A região do Vale do Loire concentra a produção de diversos queijos importantes, sendo que cinco deles são protegidos pela lei nacional. Eles são todos conhecidos como Chèvre, palavra francesa que significa cabra, indicando que são feitos a partir do leite desse animal. Eles são normalmente salgados, mas adquirem sabores mais complexos após o período de maturação.

Quem participa dos nossos tours de bicicleta tem a chance de experimentar todos esses queijos com facilidade, conhecer os produtores e ainda levar os favoritos para casa!

Os cinco Chèvres do Vale do Loire considerados patrimônio nacional são:

O Valençay, um queijo fabricado na província de Berry, no centro de França. Distinto por ter a forma de uma pirâmide truncada, o Valençay é um queijo de cabra não pasteurizado. Sua cor azul-acinzentada vem dos bolores naturais que formam a sua casca, escurecida com pó de carvão vegetal. O queijo novo tem um sabor fresco e cítrico, e a maturação lhe confere um sabor de nozes, característico dos queijos de cabra.

O Crottin de Chavignol é o queijo de cabra mais famoso entre as muitas variedades produzidas no Vale do Loire. Este queijo é produzido na aldeia de Chavignol desde o século XVI, tendo consistência sutil e ligeiramente aveludada. Na sua juventude (Chavignol jeune), a massa é sólida e compacta e a casca é branca. À medida que amadurece (Chavignol bleuté), adquire um sabor mais forte e desenvolve uma casca mais dura. Com a plena maturação (Chavignol affiné), a massa esfarela-se e o bolor da crosta amadurece para uma cor azulada. O queijo é comercializado e consumido nas três fases de maturação.

Já o Sainte-Maure de Touraine é um queijo francês produzido na província de Touraine, no departamento de Indre-et-Loire. É um queijo não pasteurizado à base de leite de cabra com alto teor de gordura, sendo apresentado na forma de um pequeno tronco com cerca de 16-17 cm de comprimento e 250 g. É branco e mole sob uma casca de bolor acinzentado e é envolto em cinzas de madeira. Em seu centro há um canudo usado para manter a estrutura durante a maturação, e marcado pelo selo de qualidade e um número indicando o produtor.

Selles-sur-Cher é um queijo de cabra francês fabricado na região do Centre-Val de Loire e seu nome deriva do município de Selles-sur-Cher, no departamento de Loir-et-Cher, onde vem sendo fabricado desde o século XIX. O centro desse queijo é típico do queijo de cabra, rígido e pesado no início, mas úmido e mole à medida que derrete na boca. Sua casca é seca, com um bolor cinzento-azulado que cobre a sua superfície e um odor a mofo. O bolor é frequentemente consumido e tem um sabor consideravelmente mais forte.

Por fim, o Pouligny-Saint-Pierre é um queijo de cabra fabricado exclusivamente a partir de leite não pasteurizado, sendo feito no departamento de Indre desde o século XVIII. O queijo distingue-se pela sua forma piramidal e cor castanha dourada com manchas de bolor cinzento azulado, sendo frequentemente conhecido pelos apelidos de “Torre Eiffel” ou “Pirâmide”. Seu patê central é branco brilhante, com uma textura lisa que mistura um sabor azedo inicial com tons salgados e doces. O exterior tem um odor a mofo que lembra o feno.

Artigo escrito para o BiciTrip

Mariana Eberhard vive em Berlim, onde conclui um Ph.D. em sociologia do turismo. É jornalista e socióloga por formação, e atualmente é escritora e tradutora freelancer – traduzindo do Inglês, Espanhol e Alemão para o Português. Em seu tempo livre ela gosta de ler, perder tempo vasculhando a Netflix e descobrir os segredos da cidade onde mora.

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